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Em defesa do PSOL

O debate público que a Revolução Solidária expressou não se caracteriza somente por uma divergência de posições políticas, mas por um ataque ao PSOL e uma tentativa de desestabilizar sua direção, por meio de interferências externas, incentivadas por interesses que não são do partido.

A Revolução Solidária hoje atua como uma fração pública, orientada pelos interesses dos setores mais atrasados do petismo, programaticamente adaptada ao social-liberalismo. Sua tarefa no PSOL é exclusivamente acumular forças para não romper tão fragilizada após uma derrota política que desmoralizou sua direção e figuras públicas junto a setores importantes da vanguarda.

A direção da Revolução Solidária conspirou contra o PSOL e tentou construir um desembarque coletivo às vésperas das eleições, e recuou não por solidariedade ou por reconhecer que é importante contribuir para os desafios do PSOL este ano, mas pela impossibilidade de construir unidade no seu interior para consolidar sua linha de ataque sistemático ao PSOL. A linha do grupo liderado por Boulos foi derrotada pela realidade: muitas figuras que hoje estão no PSOL criaram um eleitorado com identidade com o partido, e uma ruptura às vésperas das eleições causaria prejuízo. Ainda pior que isso, muitas causas e bandeiras defendidas por figuras que hoje estão na Revolução Solidária encontram resistência na formulação da política petista, que não está convencida de choques com o senso comum conservador.

Boulos não sai porque não conseguiu convencer a totalidade de seu grupo a sair do partido. Além disso, talvez se some o receio de perder o ministério diante da possibilidade de Lula perder. De nossa parte, lutamos para que Lula vença e, por isso, apoiamos Lula desde o primeiro turno. Infelizmente, Boulos, como ministro, não tem ajudado como deveria. Se enfrentou com os indígenas e tentou destruir o mais dinâmico partido da esquerda em função de suas ambições pessoais, como muito bem denunciou a carta da dissidência da Revolução Solidária.

Não à toa, a deputada Bella Gonçalves, do seu grupo, não vai esperar a eleição e será candidata a deputada federal pelo PT.

Consideramos que essa postura é um ataque público ao PSOL e se constitui como uma fração pública.

Sabemos que Boulos sairá do PSOL depois das eleições, exceto se tivermos a trágica situação de Lula perder. Nesse caso, Boulos não terá mais o ministério e talvez reconsidere a saída para tentar controlar o PSOL com seus métodos burocráticos. Felizmente, correntes que foram apoiadoras de sua liderança perceberam seu papel e esperamos que não deem mais guarida às suas posições políticas de defesa de poucas e fracas reformas, individualistas e antipartidárias.

Aliás, sua arrogância ao dizer que ficam para garantir a cláusula de barreira prova que era falso o argumento a favor da federação pela ameaça de não superar essa cláusula. Tanto é assim que dizem que irão ficar para garantir. Nós dizemos mais: não precisamos de Boulos para isso. O partido segue sendo um polo de reorganização e atração, como demonstra a entrada de figuras como Manuela D’Ávila e o pedido de filiação democrática de Jones Manoel, entre outros.

O PSOL, em mais de 20 anos de história, consolidou-se como uma ferramenta de luta e organização da esquerda brasileira. E não haverá espaço para aventuras pessoais e desrespeito à militância do partido.

27 de Março de 2026

Fortalecer o PSOL
Movimento Esquerda Socialista